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ecoNews
 
25.11.09
Quanto gasta por mês em energia eléctrica?

Na sala de estar ou no escritório, há pequenos gestos e grandes medidas que permitem optimizar o consumo, com os mesmos resultados práticos. É altura de fazer contas às despesas mensais com energia eléctrica e repensar o quotidiano do sector doméstico e industrial. A eficiência energética não tem impactos positivos apenas para o ambiente, mas também na factura do mês da electricidade, permitindo “compensar” o aumento de 2,9 % nas tarifas previsto para 2010.

A indústria poderia poupar 20 % da electricidade que consome, caso optimizasse o consumo de energia, através da aposta, por exemplo, em tecnologias de menor consumo, de acordo com um estudo da Associação Empresaria de Portugal (AEP), EDP e Universidade de Coimbra, divulgado este ano. Só os motores eléctricos na indústria consomem cerca de 77 % de toda a energia eléctrica usada.

A área dos motores eléctricos é uma das quatro onde podem ser tomadas medidas de poupança energética transversais a todos os sectores industriais. A optimização de motores, por exemplo, pode diminuir o consumo de energia em 19 115 tep (toneladas equivalentes de petróleo) por ano. Mas é na área da produção de calor e frio que o potencial de poupança energética é maior. Com a implantação de medidas de recuperação de calor, a redução anual no consumo de energia é de 1,34 %. E se a essas medidas se juntarem sistemas próprios de combustão, a poupança chega aos 2,52 % por ano.

A implantação de isolamentos térmicos nas infra-estruturas permite, à semelhança do que acontece no sector doméstico, poupar na energia gasta em aquecimento. Ao todo, permite poupar na indústria 10 554 tep/ano na indústria. Caso opte ainda por um sistema de monitorização e controlo da energia eléctrica utilizada, a eficiência energética é ainda maior. E não se esqueça do factor humano. A formação e sensibilização de recursos humanos é uma parte essencial para a optimização energética no quotidiano da indústria.

O sector industrial nos últimos anos tem sido caracterizado por uma estabilização do consumo de energia final, de acordo com o representante da Direcção Auditoria Indústria da Agência para a Energia, Pedro Paulo Calau. Esta entidade é gestora do Sistema de Gestão dos Consumos Intensivos de Energia (SGCIE), que abrange já 790 entidades e cerca de 105 planos de racionalização registados.

Iluminação “inteligente”

A iluminação é uma área-chave na optimização energética . A electricidade consumida em sistemas de iluminação corresponde a cerca de 5 % a 7 % do consumo global de electricidade de uma instalação industrial. O uso de lâmpadas de menor consumo e a utilização de sensores de presença já é, nesse sentido, uma realidade cada vez maior em Portugal.

Também em nossas casas a iluminação tem um peso significativo. O estudo ecoFamílias, desenvolvido pela EDP e pela Quercus, em 2007, aconselha a substituição de 3,2 lâmpadas incandescentes e/ou de halogéneo por lâmpadas fluorescentes compactas em cada habitação. Com a troca, a redução média de consumo é de 2,6 % na factura, o que se traduz em menos 11,5 euros por ano.

Desligar os aparelhos eléctricos no botão/interruptor, em vez de os deixar ligados em standby, é também uma maneira simples de aumentar a poupança energética doméstica. E há que ter em atenção os consumos fantasmas ou off-mode, em que o aparelho aparentemente não está em funcionamento, mas gasta energia. 174 kWh/ano é o consumo médio de cada habitação em Portugal apenas em standby ou off-mode, o que representa um gasto anual de 5,2 % na factura.

Etiquetas de eficiência energética

A carga energética de sistemas de climatização é também uma fatia pesada no orçamento do sector doméstico, com um consumo energético de 17 % por habitação. O melhor mesmo é optimizar o consumo energético de raiz, desde a construção, assegurando-se de que adquire um imóvel tendo em conta a sua etiqueta de eficiência energética, obrigatória desde 2009 para qualquer transacção imobiliária.

As etiquetas de eficiência energética são também importantes na escolha dos electrodomésticos. De afixação obrigatória em alguns tipos de equipamento, a etiqueta permite saber a que classe energética pertencem (de A a G), o que se vai traduzir em poupança ambiental e económica no final de cada mês.

Se quiser reduzir em grande dimensão o consumo eléctrico opte, sempre que possível, por energias renováveis, tanto no sector doméstico, como na indústria. Tenha em conta também os benefícios fiscais e tarifas bonificadas, como o Programa Renováveis na Hora.

Fonte: www.ambienteonline.pt, Outubro 2009


 
      

 

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