
A primeira edição da conferência PCEEE – Portugal em Conferência para uma Política Energeticamente Eficiente – realizou-se com grande sucesso na Gulbenkian, em Lisboa, no passado dia 22 de Junho. À semelhança da ECEEE (European Council for an Energy Efficient Economy), esta conferência teve por objectivo dar a conhecer o trabalho prático desenvolvido no país em matéria de eficiência energética, ao nível do desenvolvimento de tecnologias, implementação de boas práticas, estudo de barreiras, incentivos e políticas, entre outros. Outro objectivo foi o de possibilitar o intercâmbio de informação entre os vários promotores da eficiência energética em Portugal, sejam eles investigadores, órgãos da administração, organizações não governamentais, agências de energia, empresas ou outras entidades. As principais conclusões que saíram desta primeira edição, constituída por uma sessão plenária e cinco painéis temáticos – eficiência energética nos edifícios, eficiência energética na indústria, eficiência energética nos transportes, eficiência energética e comportamentos sociais e eficiência energética à escala nacional – foram peremptórias na afirmação da necessidade de aumentar e melhorar a informação existente em função dos vários intervenientes. Desta forma, reafirmou-se a necessidade da sensibilização para a alteração de comportamentos com vista à redução das necessidades energéticas nos vários sectores, do planeamento estratégico consciente e eficaz em todos os sectores, e da transversalidade das políticas energéticas. Para além disso foi salientado que, tipicamente, o custo de cada unidade de energia poupada é muito inferior ao custo de cada nova unidade de energia produzida. Revela-se importante também a necessidade de desenvolver incentivos financeiros e benefícios fiscais para a promoção da eficiência energética, que terão de ser sustentados por uma regulamentação ambiciosa e eficaz. Foi realçada a necessidade urgente de novas oportunidades de negócio ligadas à eficiência energética, quer através da criação de mecanismos como os “white certificates”, quer desenvolvendo o mercado das ESCOS (energy service companies), quer apostando na área da Medição e Verificação, tradicionalmente ignorada mas fundamental para desenvolver o mercado. Na área dos transportes, a transferência para meios de transporte mais eficientes e o aumento da taxa de ocupação dos veículos são cruciais para o aumento da eficiência energética. Para além de tudo isto, relembrou-se que os comportamentos sociais são determinantes para o sucesso da implementação de qualquer medida que vise aumentar a eficiência energética, pelo que para combater a resistência à alteração de comportamentos é preciso informar, mas informar bem, tendo em conta as especificidades de cada um. Fontes: Universidade de Coimbra |
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